Setembro Amarelo – mês de combate ao suicídio e de valorização da vida

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As pessoas que chegam ao extremo de tirar a própria vida, podem dar alguns sinais explícitos, mas outras dão sinais menos perceptíveis. Algumas, param de falar, se isolam, perdem a vontade de fazer as coisas de sempre. Outras, dão sinais, falam sobre morte abertamente, sobre sentir-se desoladas, sem perspectiva, sem esperanças etc. 

Todos nós podemos passar por isso ou podemos ter alguém por perto passando por isso. 

O mês de setembro foi o mês escolhido pela Organização Mundial da Saúde para reforçar as ações de valorização à vida e combate ao suicídio. 

História do Setembro Amarelo

A OMS estabeleceu o dia 10 de setembro como o dia mundial da prevenção ao suicídio.

No Brasil, desde 1962 o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato. E em 2014 o CVV, juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), estabeleceu o mês de setembro para conscientização e fortalecimento dos projetos e ações de prevenção. E desde então cada vez mais pessoas, órgãos de saúde, instituições e empresas têm entrado nessa luta em favor da vida.

Se você está passando por isso ou quer saber mais sobre como ajudar, confira algumas sugestões a seguir.

Quais os principais sinais?

Podem variar muito de pessoa para pessoa, mas se perceber um crescimento dos comportamentos abaixo, é importante estarmos atentos:

  • Isolamento;
  • Desânimo, pessimismo e desesperança;
  • Textos, falas e outros desabafos sobre morrer, desaparecer, ser um peso ou ser infeliz para sempre.

Geralmente, as frases mais comuns são:

  • “Eu preferia estar morto”;
  • “Eu não posso fazer nada”;
  • “Eu não aguento mais”;
  • “Eu sou um peso para os outros”;
  • “Os outros serão mais felizes sem mim”.

O que fazer?

O primeiro passo é entender que não se pode menosprezar o sentimento e a situação da pessoa. 

O segundo passo é ouvir abertamente, evitando julgar e evitando fazer a pessoa sentir que aquilo que ela está passando é algo banal, ou evitar muitas teorias externas, o foco da pessoa é a dor que ela está sentindo e ela pode estar sentindo muito só. Caso ela se sinta julgada, pode se sentir ainda mais isolada. 

O terceiro passo é contar com ajuda profissional, e informar-se sobre o tema, em fontes confiáveis, como o CVV, a ABIP e outros órgãos oficiais de saúde. Há muitas soluções gratuitas de apoio, tanto no SUS, quanto outros órgãos não-governamentais, além do atendimento clínico de psicólogos e psiquiatras particulares.

Onde buscar ajuda

Pode ligar a qualquer dia e horário, gratuitamente, via celular ou fixo, de forma anônima e sigilosa para o número 188. É o número do Centro de Valorização da Vida que, desde 1962, acolhe, escuta e apoia pessoas em risco de suicídio.

Pode-se também buscar ajuda nas Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde), bem como nas UPAs, Pronto Socorro, Hospitais e SAMU 192.

Fontes:

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